porque acontece de a gente se identificar, então as coisas passam a fazer mais sentido com vocês.
a viagem está sendo tudo de bom, sem muitos planos, quase sem rumo, com muita comida que brilha, arroz zero, dois dígitos de tipos de doce de leite, um portunhol sofrível, ônibus para punta velhinho mas com um ar condicionado potente [cof, cof, cof], pouco congresso mas muitas, muitas mesmo, RISADAS…
sobre montevideo… é uma cidade bem antiga. que se fecha as doze horas de sábado e assim permanece no domingo. então, por pura opção, vira temporariamente uma cidade fantasma. li em algum canto que parte de ensaio sobre a cegueira foi filmado aqui justamente por isso… é tão vazio que chega dói. um sopro de vida, apenas… bom para andar, andar e andar. e assim vamos descobrindo os cantos, as ruinhas, vendo as folhas de outono caídas no chão… assim a gente vê os casarões abandonados, encontra o mercado del puerto e o sopro de vida que ali está. é ali que as coisas acontecem. andando a gente encontra brasileiros, muitos, vários. todos devidamente identificados com a pastinha do EGAL. há de se comentar, no entanto, que esta semana que cá estamos é bem atípica… pelo que pudemos entender a semana da páscoa é especial por aqui, o que faz com que muito do comércio pendure em suas vitrines o aviso de que permanecerão fechados até 14 de abril! para mim montevideo parece com curitiba, não pelas travessas, pelo pó que impregna a cidade… mas pelas expectativa que cria nas pessoas e que, em mim, nunca se cumpriu.
e a gente foi a punta. a mesma comida brilhosa, a mesma falta de arroz. e um outro clima. lá as pessoas saem às ruas. andam por todos os cantos e se encontram no calçadão… na praia. e fazem o que fizemos, batem papo enquanto o mundo acontece logo ali. e o sol desce para o mar. por que eu gostei de punta? difícil explicar, tem que sentir. ver os meninos jogando pedrinhas no mar. cruzar com velhinhos, crianças, casais, solteiros, todos indo e vindo. cachorros sorrindo. talvez tudo isso seja tão interessante, aos meus olhos, por tudo que me acompanhava naquele momento.
então são vocês, os queridos. três. bons companheiros de viagem que riem e fazem rir. que dividem o chocolate, as gorduras todas, o computador. dividem as histórias engraçadas, as imagens todas vistas por pontos de vista totalmente diferentes, que tiram foto. que sentem a mesma saudade e que escutam, pacientemente, da minha saudade. que compartilham o que só fará sentido para nós. que estão fazendo com que esta viagem valha a pena. simples assim. amo vocês.
[e tá muito difícil postar foto, mas vamos tentando. caminhando e cantando e seguindo a canção...]
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