quinta-feira, 23 de julho de 2009
nem tudo são flores...
você estuda toda a sua vida e entra n'uma universidade pública. todo mundo comemora. você decide que vai se formar a qualquer custo e a qualquer quantia de créditos por semestre... e se forma! faz festa, paga fortunas, paga o mesmo valor da festa no álbum... aí você se dá conta que no mundo nem tudo são cores, nem flores. porque você não tem experiência, uma vez que a sua faculdade era integral e você priorizou isso. você não contou que a crise afetaria tanto o seu mundinho pequeno, tanto, tanto que as vagas deram uma sumida da pista... bem quando você quer muito um emprego! cinco meses pagando aquele site famoso de empregos. cinco meses entrando diariamento no site especializado no seu assunto. uma única entrevista de emprego. primeira pergunta:
"- afinal, onde você trabalhou?"
você pensa, não é possível que ela acredite que eu cometi esta gafe no meu cv!
"- eu não trabalhei, porque a minha faculdade era integral e blablabla..."
quando você acha que você já ouviu tudo, vem:
"- ah! esta faculdade aqui, essa UNICAMP, é integral? ah tá!"
"- prazer, tiau!"
tudo isso pra dizer que eu tou procurando emprego! [me dá um?] e pensando, concomitantemente, em abandonar a geografia...
a vida nem sempre é viagem...
eu fui pro rio, como sempre, em uma festa querida. de botequim. pessoa querida, festa bacana, comida boa. fica a dica, a academia da cachaça faz uma comida de comer ajoelhado. no rio de janeiro, a cidade maravilhosa. sem dicas de lugar pra ficar porque o melhor lugar do mundo é a casa dos queridos... mas na mesma rua tem um hostel. rua bambina.
eu também fui pra salvador, como quase sempre. boas dicas, sempre. comer bem e mais barato que no sudeste. o bar da ponta é lindo, bom pra namorar e ver o mar. humaitá é um canto lindo pra se ir em dias de sol. sorvete na ribeira é gostoso e folclórico. mas bom mesmo é o sorvete do francês no pelourinho. a vista da casa da marcinha é linda, p'ra bahia de todos os santos, mas é só pros queridos. elevador lacerda por 0,05 cents. estaciona no mercado e sobe pra cidade alta.
são paulo é a viagem de todo fim de semana. depois de são carlos, claro. pra são carlos tem muito pedágio e muito radar. comida boa é no shopping, restaurante tailandês, japonês, sei la o que "ês"... em são paulo é bom ir ao cinema no cine marabá, no centro. tem váááários meninos de rua daqueles que acabaram de cheirar cola e acham uma diversão encher o saco, bater no carro, essas coisas. mas vale pra ver como ficou o cine reformado. era uma sala de exibição, o capitalismo exigiu que fossem feitas cinco! mas vale... assisti a era do gelo 3, em 3d. divertidíssimo! pra comer são vááááários lugares bons:
restaurante chinês na rua da gloria, 622. o china abre a massa do macarrão na mão! é o melhor yakissoba do mundo! juro. e baratim...
restaurante japonês são vários, o de agora é o aoyama. é uma rede. rodízio delicioso.
hamburguer tem o pj clarke's. quer saber? não gostei e acho muito caro. prefiro o the fifties. sempre. com direito a milkshake de nutella. comida brilhosa com gosto!
mexicano tem o de sempre... el kabong, rua dos pinheiros. bom há mais de dez anos. e digo com experiência de calça [tsctsc]. mas tem também um rodízio que chama yukatán. prefiro o primeiro. a vantagem do segundo é ser rodízio. eat as much as you can. or can't!?!
pizza são várias. a pizzaria galpão é a de sempre. 1900 é a tradicional. bráz é a bacana... todas boas. galpão mais barata... mais aconchegante...
tem a feirinha da liberdade aos fins de semana. a do masp aos domingos. benedito calixto aos sábados. na teodoro bem perto da benedito tem a outlet adidas. preços bons. vale!
o que mais falar de são paulo? bons fornecedores de, digamos... sabe aquele dvd que ainda não foi lançado na locadora? que ainda está no cinema? na 25 são 4x10. na augusta 2x10. augusta tem uns mais cults. eu comprei, na 25, o lado b do b, uma noite no museu 2, velozes e furiosos 4, uma mulher invisível e anjos e demônios... corre o risco de comprar um que seja filmado no cinema. então tem [no meio do filme] toda a interação com a pipoca do vizinho [virtual! e pipoca sem cheiro, nem gosto, só o barulhinho]...
no cinema eu assisti paris. pequeno diálogo revelador:
"- estou com problema com os homens!
- você já tentou homeopatia? homens em pequenas doses?"
eu assisti wolverine também. efeitos especiais...
no teatro eu vi a alma imoral. muito bom! vale a pena muito! monólogo de qualidade. 'conversa' desafiadora, p'ra pensar:
"uma galinha que se sabe galinha, não é mais uma galinha. um cavalo que se sabe cavalo, não é mais um cavalo. um ser humano que se sabe ser humano, É UM SER HUMANO. mas se não, aí é um cavalo, uma galinha..."
e teve também um coiso... no parque da independência... chamado os reis preguiçosos [ano da frança no brasil]. sobre este nem tenho opinião. pode ser que eu que tenha achado chato. mas que o problema seja meu...
teve também a viagem pra gonçalves. vale muito a pena. chalés que foram um achado! bom pra namorar e comer e namorar e depois comer... na ordem que parecer mais conveniente. tem a esquina das especiarias. será que é isso o nome? é uma casa numa esquina... geléia cremosa de limão... top tudo! pra comer com o bolo de iogurte da vó, quando você chega em casa com os presentinhos...
fotos serão postadas. em algum momento!
quinta-feira, 9 de abril de 2009
o som do silêncio...
terça-feira, 7 de abril de 2009
mundo hermano...
La mala educación
- A limpeza de copos e talheres não é prioridade em nenhum restaurante ou hotel uruguaio. Pediu um café? Aguarde qualquer coisa. Exceto, um café.
- Educação no convívio social também é raridade. Além de "permisos" e "perdones" fora de hora, tivemos que encontrar gente que furou fila do caixa [até impossibilitando a compra em alguns lugares], jogou cigarro na gente [mais especificamente na Mayumi], ou até nos atropelou na rua. Isso pra não continuar no esforço de lembrar outros episódios.
Mas o Uruguai não vive somente de "Só me fodo". Como a Bel já contou, o almoço de carnes suculentas estava ótimo. Apesar do Bozo que nos atendeu. Finalmente, comida boa, com muito sabor e mais papo sem preocupações. No mercado da região do porto.
Hoje foi meu dia de expor painel. Mas até esse pôster ficar assim, pendurado, tive um pequeno trabalho. Falta de educação da funcionária da organização do evento, lâmpada quebrada e uns xingamentos depois, voilà:
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Parrillada Uruguaya
Depois de vários lanches do Mc Donald's e de tentativas frustradas de comer bem nos restaurantes de Montevideo, e mesmo de Punta, almoçamos carne e arroz de verdade!
No "Mercado del Puerto" (que fica na Ciudad Vieja) é assim....restaurantes de parrilla, umdoladodooutro. As pessoas sentam em banquinhos e degustam as carnes uruguaias, de picanha a morsilla. Preferimos sentar nas mesas do lado de fora....na praça...e mesmo assim saímos defumados!
Rico?? Sí!!....a comida é boa....os talheres, pratos e copos, nem tão limpos assim! Escolhemos picanha e bife ancho!! Com legumes e arroz! Cafezinho expresso aguado prá finalizar. Saudades do café brasileiro tb!
Saímos
momentos bons...
Um domingo de sol e um lindo pôr-do-sol...
Duas horinhas de viagem e pronto, chegamos!! Muito frio e alguns mosquitos no ônibus, mas nada como fazer uma farofinha básica para espantar o frio e dar boas risadas…
Punta é linda (pelo menos a parte que visitamos) e o dia estava de sol. Andamos por uma rua comercial e ao olharmos tanto para a direita como para a esquerda víamos o mar… de fato é uma ponta no meio do oceano. Após algumas comprinhas (detalhe, em um espaço de uma ou duas quadras encontramos as mesmas lojas, algo bastante estranho para mim hehe), paramos para almoçar e isso tem sido um problema, pois por mais que procuremos bons restaurantes, a comida é sempre bastante gordurosa. A saída tem sido escolher massas e foi o que fizemos e para acompanhar um vinho… após alguns minutos, eis que a tonteira chega hehehe.
Chofer reloco
O dia amanheceu ensolarado e com bastante vento!
Do hotel subimos a calle Río Negro em direção ao ponto de taxi na 18 de Julio. Taxista fumando.....perguntou o destino. Destino: terminal de buses Tres Cruzes. E do ponto chegamos ao terminal....Chegamos vivos e inteiros, mas com o coração acelerado. O caminho, nem tão longo assim, foi daqueles que dizemos: "com emoção". Era cruzar sinal vermelho, cortar carros, frear em cima de pedrestes, ir na contra-mano. Vivi na frente, Dan, Mayumi e Bel atrás.....e os 4 se segurando e rezando pra chegarmos logo...mas nem tão logo assim.
Taxista atípico...por aqui dá até nervoso dos quase sempre 30 Km nos taxis e buses que nunca chegam.
domingo, 5 de abril de 2009
E aqui estamos...
O que parecia estar tão longe já chegou, e já esta no 3o dia: já conhecemos uma parte de Montevideo, principalmente a região da Av 18 de Julio.
A partir de agora, cada um vai deixar seu lado da história. Com diversão, panz(ç)a ou assassinato portunhol [quando o espanhol passa longe dos figurões em suas falas].
Hoje, partindo pra um domingo de sol [esperamos!] em Punta del Este, deixo minhas primeiras impressões (sem ordem de importância):
- Prédios antigos;
- Mullets (muitos!);
Simpatia da maior parte do povo;- E, claro, muitos brasileiros.
Hotéis e nossos painéis
sábado, 4 de abril de 2009
mx4
mx4 porque somos quatro: bel, dan, má e vivi. quatro a caminho do EGAL - encontro de geógrafos [nós!] da américa latina.
então que o blog começa assim, para contar, mostrar, fazer saber.
e de montevideo [nossa história oficial: monte VI d'E O - conta-se que navegando pelo rio da prata, de este para oeste, avista-se o sexto monte na região em que hoje se situa a capital uruguaia; além de ser um país não lusófono que tem o português como idioma com ensino obrigatório] para buenos aires e dali para o mundo…

"He dicho Escuela del Sur; porque en realidad, nuestro norte es el sur. No debe haber norte para nosotros, sinó por oposición a nuestro sur. Por eso ahora ponemos el mapa al revés, y entonces ya tenemos justa idea de nuestra posición, y no como quieren en el resto del mundo. La punta de América, desde ahora prolongándose señala insistentemente el sur, nuestro norte.”
Joaquín Torres García, 1935